Você já percebeu um espacinho entre os dentes e ficou se “Por que meus dentes são separados?”. Esse afastamento — conhecido como diastema — é mais comum do que parece e pode ter causas variadas, desde hábitos adquiridos até características naturais da boca. Entender a origem desse espaço é o primeiro passo para saber se ele é apenas estético ou se merece acompanhamento odontológico.
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O diastema é o nome dado ao espaço visível entre dois dentes, geralmente percebido nos dentes da frente superiores. Ele pode surgir por fatores genéticos, estruturais ou até comportamentais. Estudos mostram que sua ocorrência é multifatorial e varia entre grupos populacionais.
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Pesquisas como as publicadas no The Journal of Prosthetic Dentistry apontam que “ele aparece com maior frequência em pessoas negras (29,10%), enquanto entre pessoas brancas e amarelas esse índice fica em torno de 19,95%”. Ou seja, o diastema pode ser simplesmente uma característica natural — e não necessariamente um problema.
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O diastema só deve ser tratado quando incomoda o paciente ou quando há indicação clínica. De acordo com a Colgate, “a escolha do tratamento depende diretamente da causa do diastema, e em muitos casos é preciso combinar procedimentos, como a frenectomia e o uso de aparelho, para chegar ao resultado ideal”.
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Isso mostra como cada caso é único e precisa de avaliação profissional. Entre as opções, podem estar alinhadores, aparelhos fixos, lentes de contato dental, próteses ou pequenas cirurgias para reposicionar o freio labial — tudo depende da origem do espaço.
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A dentista integrativa Sara Elian explica que o diastema pode surgir por diferentes motivos — e nem todos são visíveis de imediato. Existem as causas:
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A dentista também aponta que a escassez de estudos ocorre porque a odontologia, historicamente, esteve mais centrada em pesquisas envolvendo pessoas brancas, o que limita investigações sobre características específicas da população negra. Esse contexto reforça a importância de discutir e ampliar o olhar para diversas realidades dentro da odontologia.
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Isso porque, no Brasil, o diastema muitas vezes é visto como uma questão estética, mas isso não significa que seja um problema de saúde. Quando a higienização é feita corretamente, o espaço não traz riscos ao paciente.
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O único ponto de atenção é a possibilidade de acúmulo de alimentos, que pode ser facilmente controlado com escovação e fio dental. A especialista reforça que a decisão de fechar o diastema deve partir do paciente — e não ser uma imposição do dentista. Se não há comprometimento funcional, ele pode perfeitamente continuar sendo apenas uma característica do sorriso.
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Que você precisa ir ao dentista de 6 em 6 meses você já sabe… mas falando sobre o diastema: se ele te incomoda esteticamente, dificulta a higienização ou surgiu de repente, vale marcar uma consulta. Só não esquece: seu sorriso é único, e entender suas características é o primeiro passo para cuidar bem dele!
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Lembre-se: este artigo tem como objetivo informar e espalhar conhecimento sobre saúde bucal. Esse conteúdo não deve substituir a orientação, o diagnóstico nem o tratamento profissional. Por isso, sempre procure a orientação do seu dentista ou de outro especialista para quaisquer dúvidas que você possa ter com relação à sua condição médica ou ao seu tratamento.