Roer as unhas piora a sensibilidade nos dentes?

Roer as unhas piora a sensibilidade nos dentes?

Roer as unhas, também chamado da Onicofagia, é um hábito comum e que, para muitas pessoas, começou ainda na infância e permaneceu durante a adolescência e a vida adulta.

Em alguns casos, o comportamento acontece de forma automática, quase sem que a pessoa perceba. O problema é que, além dos impactos nas unhas e na pele ao redor dos dedos, esse hábito traz consequências para a saúde e, também, para a saúde bucal.

Mas será que Roer as unhas piora a sensibilidade nos dentes?

 

Por que roemos as unhas?

 

Na maioria das vezes, roer as unhas está relacionado a fatores emocionais e comportamentais, como ansiedade, estresse, nervosismo, tédio, frustração ou até mesmo dificuldade de concentração.

Por ser um comportamento repetitivo, muitas pessoas realizam o movimento sem perceber, especialmente durante atividades que exigem atenção, momentos de tensão ou períodos de preocupação.

Dessa forma, quando o hábito se mantém por muito tempo, ele pode se tornar automático e difícil de controlar sem apoio ou estratégias específicas.

 

O que é a onicofagia?

 

O nome técnico dado ao hábito de roer as unhas é onicofagia, comportamento compulsivo caracterizado pelo impulso recorrente de morder, cortar ou desgastar as unhas utilizando os dentes.

Embora frequentemente associado à ansiedade, nem sempre está relacionado exclusivamente a transtornos emocionais.

Em alguns casos, a onicofagia pode fazer parte dos chamados “comportamentos repetitivos focados no corpo“, grupo que também inclui hábitos como arrancar cabelos ou manipular constantemente a pele.

E indo muito além dos impactos físicos, esse comportamento pode afetar aspectos emocionais, sociais e a autoestima das pessoas.

 

Quais são as consequências de roer as unhas?

 

Apesar de parecer um hábito “inofensivo”, roer as unhas pode gerar consequências sérias para a saúde. Entre os principais impactos estão:

 

  • – Infecções e contaminações

As mãos entram em contato com diversas superfícies ao longo do dia e podem carregar bactérias, fungos e vírus.

Ao levar constantemente os dedos à boca, esses microrganismos podem ser transportados para o organismo, aumentando o risco de infecções. Inclusive, as pequenas lesões ao redor das unhas favorecem processos inflamatórios e infecções locais.

 

  • – Problemas dentários

Por outro lado, falando em saúde bucal, o movimento repetitivo e a pressão exercida sobre os dentes podem provocar:

  • – Pequenas fraturas dentárias;
  • – Desgaste do esmalte;
  • – Alterações na mordida;
  • – Sobrecarga na articulação da mandíbula;
  • – Sensibilidade dentária;
  • – Maior risco de trincas e lascas nos dentes.

 

  • – Impactos estéticos

Embora não seja a principal consequência, a aparência das unhas e da região ao redor dos dedos também pode ser afetada, causando desconforto estético e impacto na autoestima.

 

Roer as unhas piora a sensibilidade nos dentes?

 

Sim! Especialmente em pessoas que já apresentam desgaste do esmalte dentário, retração gengival ou histórico de sensibilidade.

Isso acontece porque as unhas funcionam como um material rígido que exerce pressão constante sobre os dentes durante a mastigação repetitiva.

Com o tempo, esse atrito pode favorecer desgastes microscópicos no esmalte e aumentar a exposição da dentina, camada responsável pela transmissão dos estímulos aos nervos do dente.

Logo, o resultado pode ser o aumento do desconforto ao consumir alimentos gelados, quentes ou doces.

 

Os riscos da onicofagia para a saúde bucal:

 

Além da sensibilidade, a onicofagia pode trazer outros impactos para a boca:

  • – Desgaste prematuro dos dentes;
  • – Pequenas trincas e fraturas;
  • – Alterações no posicionamento dentário;
  • – Sobrecarga na articulação temporomandibular (ATM);
  • – Dores na mandíbula;
  • – Maior risco de problemas gengivais;
  • – Transporte de bactérias e microrganismos para a cavidade oral;
  • – Comprometimento de tratamentos ortodônticos e restaurações.

 

Por se tratar de um hábito repetitivo e contínuo, os danos costumam ocorrer de forma gradual e muitas vezes passam despercebidos nos primeiros anos.

 

De acordo com alguns dados, o hábito de roer as unhas pode aumentar o risco de desgastes dentários, fraturas, problemas gengivais e transporte de microrganismos para a boca, afetando diretamente a saúde bucal.

 

Como parar de roer as unhas?

 

Abandonar a onicofagia pode ser um desafio, especialmente quando o hábito está associado a fatores emocionais. Ainda assim, algumas estratégias podem ajudar:

  • – Identificar os momentos em que o hábito costuma acontecer;
  • – Manter as unhas curtas e cuidadas;
  • – Utilizar produtos específicos com sabor amargo;
  • – Buscar atividades que ocupem as mãos;
  • – Reduzir situações de estresse sempre que possível;
  • – Procurar apoio psicológico quando necessário.

 

Cada caso é diferente e, em situações mais persistentes, o acompanhamento profissional pode ser importante para identificar as causas e encontrar estratégias adequadas.

 

A importância do acompanhamento odontológico para a onicofagia:

 

Como muitos dos impactos da onicofagia acontecem de forma silenciosa, as consultas odontológicas periódicas são fundamentais para identificar sinais precoces de desgaste, sensibilidade, fraturas ou alterações na mordida.

Além disso, o dentista pode orientar medidas para proteger os dentes e indicar os tratamentos mais adequados quando já existe algum comprometimento da estrutura dentária.

 

Roer as unhas como além de um hábito.

 

Embora seja frequentemente visto como um comportamento inofensivo, a onicofagia pode trazer consequências importantes para a saúde bucal e para o organismo como um todo. Quando associada ao desgaste dos dentes, o hábito pode contribuir para o aumento da sensibilidade, além de favorecer fraturas, alterações na mordida e outros problemas bucais.

A boa notícia é que, com acompanhamento adequado e pequenas mudanças na rotina, é possível reduzir os impactos desse comportamento e preservar a saúde do sorriso ao longo da vida.

 


Lembre-se: este artigo tem como objetivo informar e espalhar conhecimento sobre saúde bucal. Esse conteúdo não deve substituir a orientação, o diagnóstico nem o tratamento profissional. Por isso, sempre procure a orientação do seu dentista ou de outro especialista para quaisquer dúvidas que você possa ter com relação à sua condição médica ou ao seu tratamento.